Fiasco Diplomático na COP‑30: Quando o Brasil Virou Destaque Pelos Motivos Errados

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP‑30) ainda nem começou oficialmente, mas já se tornou alvo de uma crise diplomática sem precedentes. Prevista para ocorrer em Belém (PA), a cúpula do clima mais importante do planeta está sendo marcada por polêmicas logísticas, protestos internacionais e uma onda de críticas que ameaça o sucesso do evento — e, mais preocupante ainda, a imagem do Brasil no cenário ambiental global.
O que deu errado?
O que deveria ser a grande consagração de Luiz Inácio Lula da Silva como um “estadista global”, a sua oportunidade de ouro de posar como o salvador do planeta e apagar a sua imagem de pária internacional, está se mostrando, antes mesmo de seu início oficial, o maior e mais caro fiasco da história diplomática recente do Brasil. A COP 30, este evento inútil orçado em R$ 5 bilhões (e subindo, com gastos convenientemente colocados em sigilo), não se trata do clima. Nunca foi. É sobre um projeto de poder vaidoso que, para infelicidade dos seus arquitetos, entrou em choque de forma violenta com a dura realidade.
Lula apostou todas as suas fichas — ou melhor, todo o nosso dinheiro — neste evento. A intenção era evidente: diminuir sua reprovação interna, desviar a atenção do fato de que o Brasil se transforma em um narcoestado e, claro, garantir a foto com líderes mundiais. Mas o tiro saiu pela culatra de forma espetacular. O que o mundo observa não é um líder, mas um espetáculo de incompetência, perigo e humilhação.

Resposta do Brasil: soluções ou paliativos?
Diante do caos, o governo brasileiro tentou mostrar jogo de cintura. Sugeriu alternativas como o uso de navios cruzeiros como “hotéis flutuantes”, incentivos à hospedagem solidária e flexibilização das exigências mínimas de reserva. Mas as críticas não cessaram.
O palco do vexame: Extorsão e incompetência
A primeira prova do desastre é a infraestrutura. Ou melhor, a ausência dela. Belém não estava minimamente preparada para sediar um evento dessa magnitude. Em vez de planejamento, o governo optou pelo improviso cínico: diante da falta de hotéis, a “solução” encontrada foi ancorar navios de cruzeiro para acomodação nas delegações. O resultado? Um evento supostamente “verde” está queimando milhares de litros de diesel por dia para manter o ar-condicionado dos burocratas funcionando. É o cúmulo da hipocrisia ambiental.

Muito além dos hotéis: o abalo político
Para quem está em terra firme, o cenário é de caos. No primeiro dia, faltou água nos banheiros destinados aos jornalistas. Mas o verdadeiro assalto é o financeiro. A COP 30 virou um esquema de extorsão a céu aberto, onde oportunistas parecem querer criar “herança” em poucos dias.
Os preços são um insulto:
Uma garrafa de água: R$ 25
Um simples brigadeiro: R$ 20
Um lanche simples: R$ 45
Enquanto isso, escândalos de corrupção já borbulham, como a assinatura de contratos milionários com empresas suspeitas, provando que, para alguns, o evento já é um sucesso financeiro.
No conjunto, a COP‑30 corre o risco de se transformar num símbolo daquilo que deveria combater: desigualdade, exclusão e falta de compromisso com a ação climática global.
Desmatamentos
Pará teve o maior desmatamento do Brasil no acumulado dos últimos cinco anos, entre 2019 e 2024. Os dados foram divulgados no Relatório Anual do Desmatamento (RAD), divulgado nesta quinta-feira (15 de maio 2025) pela rede MapBiomas. Entenda na TVT News.

A festa solitária e o perigo real
O vexame logístico só não é pior que a humilhação diplomática. A anfitriã, Janja, subiu ao palco para ser o rosto do evento, mas só conseguiu produzir vergonha alheia. Em seu discurso, anunciou ao mundo que a Amazônia tem “50 milhões de habitantes e 300 idiomas” — mais que o dobro da população real. Faltou só incluir os botos bilíngues e as onças com CPF.
Descrita ironicamente como a “Greta Thunberg na menopausa”, a primeira-dama transformou um evento sério em um número de stand-up sem graça, desfilando vestidos cafonas e caros enquanto o país assistia ao fiasco.
O ápice da irrelevância foi o coquetel de gala. Janja e Lula prepararam um banquete “todo bonitinho”, com comida paraense, esperando deslumbrar o mundo. Mas os convidados de honra — os chefes de estado — não foram. Nenhum compareceu. A festa, paga a peso de ouro com dinheiro público, foi prestigiada apenas por deputados do PT e aliados, transformando um evento internacional em uma melancólica e caríssima reunião de comitê partidário.
E para os poucos que ousaram vir, a recepção foi hostil. O Brasil se apresenta ao mundo como um território sem lei. Jornalistas e delegações não foram apenas assaltados pelos preços, mas literalmente assaltados à mão armada. O Comando Vermelho, sentindo-se em casa, ameaça cortar a energia de Belém e é o principal suspeito de incendiar a van da delegação da Malásia. O recado ao mundo é claro: venha ao Brasil e corra o risco de ser executado por uma facção criminosa.
A mentira climática exposta pela ciência
O mais revoltante, no entanto, é a farsa intelectual que sustenta este circo de R$ 5 bilhões. Enquanto o contribuinte paga por essa festa inútil e pela retórica vazia, a ciência de verdade, sem o verniz do “terrorismo ambientalista”, foi trazida à luz por quem entende do assunto.
Um cientista, um geólogo com 54 anos de experiência, aproveitou a própria COP 30 para expor, em um vídeo que viralizou, a verdade inconveniente. Com a paciência de quem explica matemática básica, ele desmascarou os dois pilares sagrados da histeria climática.
Primeiro: a irrelevância da Amazônia para o clima global:
A narrativa de que a Amazônia é o “pulmão do mundo” foi triturada por números. O geólogo explicou que, aproximadamente:
O planeta tem 510 milhões de km².
Os oceanos tem 361milhões de km²
Os continentes somam 150 milhões de km².
A Amazônia internacional inteira tem de 6 a 7 milhões de km².
Isso representa, na superfície total do planeta, apenas 1%. Como o cientista afirmou categoricamente: “A Amazônia não muda, não equilibra, não altera, não faz nada com relação ao clima do mundo. Isso é uma grande mentira.” Ele usou a analogia perfeita: se um médico lhe diz que você tem 1% de chance de sobreviver, você se agarra a esse 1%. Esse 1% da Amazônia é nosso, e temos que usá-lo para sobreviver e gerir nosso território, não para obedecer a quem não vive aqui.
Segundo: A fraude monumental do CO2:
A histeria toda se baseia no CO2. Mas qual a real participação dele na atmosfera? O cientista foi didático:
1º: Nitrogênio (70%)
2º: Oxigênio (28%)
4º: CO2 (com míseros 0,003% da composição)
E o mundo quer nos impor “amarras” para reduzir 2% disso. Como disse o cientista, “Matemática, gente. 2% de 0,003 é 0,00000…”. É nada.
Uma simples busca no Google confirma essas informações.
Ele concluiu lembrando fatos básicos que a ideologia tenta apagar: o calor explode a vida, e o gelo (as eras glaciais) mata. Quem manda no clima são os oceanos e o “astro-rei, o Sol”. O “mercado de carbono”, vendido como a grande salvação, nada mais é que um “aval para poder poluir”.
O prego no caixão da diplomacia
A ciência expõe a futilidade, e os números confirmam o fracasso diplomático. O governo fez de tudo esconder, mas a verdade veio à tona: esta é a COP mais vazia de todos os tempos.
Eventos anteriores da COP trouxeram 120, 102 e até 139 líderes. A COP de Lula? Um número pífio que a imprensa tenta inflar de 18 para 29, talvez 32 chefes de estado (sendo apenas 18 presidentes). É menos da metade do evento no Azerbaijão, que já havia sido considerado um fracasso. É uma vergonha internacional.
A imprensa estrangeira, ao contrário do que o Planalto sonhava, não está maravilhada. A mídia global joga a COP 30 para o “rodapé da terceira página”. Eles sabem que não vai dar em nada. Sabem que os Estados Unidos estão fora, que a China não vai parar de poluir e que tudo não passa de políticos se reunindo para inventar leis que prejudicam os mais pobres.
Lula apostou todas as suas fichas e o nosso dinheiro achando que se posicionaria como líder mundial. Na verdade, ele apenas comprovou o que muitos já diziam: ele colocou o Brasil na “latrina da política internacional”. Este evento não é o triunfo que ele esperava; é o último prego em seu caixão político. Um fiasco absoluto, caro, perigoso e, acima de tudo, cientificamente inútil. (Paula Sousa é historiadora, professora e articulista; 10/11/2025)
Fonte: www.brasilagro.com.br